Campus Diadema • Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas
Câmara de Extensão Diadema

Histórico - Extensão do Campus Diadema

As atividades de Extensão do Campus Diadema começaram em 2007, com o início das atividades curriculares dos primeiros cursos oferecidos: Ciências Biológicas, Engenharia Química, Farmácia e Bioquímica e Química. Os primeiros projetos de extensão desenvolvidos no Campus foram o “Diadema Visita UNIFESP Diadema”, de abertura do Campus Diadema à visitação pela comunidade de Diadema e “Experimentando a Ciência”, de apoio e financiamento, com fomento obtido por editais PROEXT-MEC, de projetos científicos elaborados por professores e estudantes de Escolas Públicas de Diadema. Estes projetos precursores, cujos principais objetivos foram introduzir a UNIFESP na comunidade de Diadema e despertar o interesse pelo conhecimento científico e pela vida universitária, estiveram em pleno funcionamento de 2007 ao final de 2012, tendo atingido mais 10 mil pessoas e contado com a participação de mais de 100 estudantes de graduação do Campus, apesar de todas as dificuldades impostas pela realidade de um Campus e em construção.

Outros importantes projetos datados do início das atividades de Extensão no Campus foram “Mapeamento e Gerenciamento de Resíduos no Campus Diadema”, “Mapeamento e Caracterização do Lixo Urbano em Diadema”, “Qualidade das Águas Superficiais no Município de Diadema”, “Projeto de Apoio e Incentivo à Educação (PRAIE)” e “Laboratório Virtual de Física”. Adicionalmente, de janeiro de 2007 a junho de 2010, a Extensão do Campus participou ativamente da “Rede de Atenção à Criança e ao Adolescente de Diadema”, que visa à articulação de setores que trabalham direta ou indiretamente com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Não obstante, é importante mencionar que não havia mais de dez docentes envolvidos com a Extensão no Campus e que a grande maioria das iniciativas elencadas foi interrompida, sendo pertinente conhecermos, se nos preocupamos com projeções para a Extensão de nosso Campus, as causas para a não continuidade das iniciativas.

Em 2010, com a contratação de docentes para os cursos de Licenciatura Plena em Ciências e Ciências Ambientais, o número de Programas e Projetos de Extensão no Campus Diadema aumentou consideravelmente. Hoje, o Campus apresenta seis Programas e 18 Projetos em diferentes áreas, tais como formação continuada de professores de matemática e biologia do ensino básico, promoção da saúde, educação ambiental e desenvolvimento sustentável, cultura e arte, letramento científico e desenvolvimento do pensamento crítico e criativo através da história, sociologia e filosofia da ciência, utilização de softwares livres, entre outros. Não obstante, mesmo sendo nítida a possibilidade de estabelecimento de articulações entre as ações, poucas articulações são estabelecidas, sendo preocupante o fato de boa parte das iniciativas permanecerem isoladas.

Desde o início das atividades de Extensão no Campus, apesar de todas as dificuldades relacionadas à infraestrutura, houve a promoção de eventos de grande relevância para a comunidade, como as edições do “Festival do Livro e da Leitura de Diadema”, em parceria com a prefeitura do município, as duas edições do evento de divulgação científica “Cientistas de Diadema”, as duas edições da “Escola de Energia Nuclear de Diadema”, em parceria com o IPEN, o “CiclodeSemináriosdo GrupodePesquisa em Ciências Atmosféricas e Espaciais”, o “Fórum Aberto sobre Resíduos Sólidos”, entre outros, muitos deles não retomados. Novamente, é importante que conheçamos as causas para a não continuidade destes eventos.

Em 2015, outra ação extensionista de grande importância foi implementada no Campus: o “Cursinho Universitário Popular”. A grande procura pela comunidade foi algo que chamou a atenção de todos, mostrando a demanda existente para este tipo de ação. Logo que foi anunciado, suas 40 vagas disponíveis foram rapidamente preenchidas por estudantes recém egressos do ensino médio de Diadema. A ação do Cursinho tem a relevância de facilitar o acesso da comunidade local às vagas ofertadas pela Universidade pelo Enem/SISU. Tendo em vista a grande procura por vagas no Cursinho, esperamos contar com parceiros do município e com voluntários do Campus para que mais vagas sejam oferecidas nos próximos anos.

Embora haja empenho dos docentes extensionistas (que representam menos da metade dos docentes do Campus) na execução de seus Programas, Projetos, Eventos e Cursos de Extensão, o Campus Diadema ainda não possui, por exemplo, cursos de especialização e aperfeiçoamento lato sensu, apesar de existirem docentes e servidores com qualificação para propor cursos em diferentes áreas do conhecimento. É provável que a falta de iniciativas neste setor esteja relacionada ao baixo reconhecimento profissional das atividades de extensão, presente não só no Campus Diadema, mas em qualquer outra Instituição de ensino do país, onde a Extensão é vista como atividade de menor importância quando comparada à Pesquisa. Soma-se a isto o pouco apoio financeiro e de infraestrutura que os docentes têm disponível para implementar e executar cursos ou programas, como a falta de salas de aula, salas de seminários, laboratórios didáticos, entre outros que, se não são apropriados, não têm como receber a comunidade de forma adequada.

Ainda vivemos uma realidade onde a Extensão é vista como assistencialismo e onde aqueles que se dedicam mais à Extensão e não têm a produtividade de docentes que se dedicam quase que exclusivamente à pesquisa são vistos como improdutivos ou incapazes de desenvolver atividades científicas. Enquanto isso, a recíproca não é verdadeira, isto é, os mesmos rótulos não são aplicados aos que produzem artigos científicos, mas não tem atuação na Extensão. É importante ter claro que a realização de atividades extensionistas, em quaisquer frentes, requer trabalho e esforço intelectual, tal qual qualquer outra atividade de pesquisa; mas, para isso, alunos, docentes e demais servidores devem entender o significado de Extensão Universitária e se envolver com este braço de nossa atuação, e não apenas lembra-se dele no momento de preencher um currículo ou outra coleta de dados de produtividade.

Percebe-se que há ainda muito trabalho a ser realizado por nossa Câmara, nossos servidores e também alunos: delimitar o perfil geopolítico de Diadema e região, com o entendimento de suas demandas sociais (educação, saúde, habitação, alimentação, capacitação de mão-de-obra e renda); definir programas de Extensão abrangentes, mas que ao mesmo tempo apresente linhas prioritárias de atuação; incentivar o estabelecimento de programas/projetos intra e intercampi a partir dessas linhas; participar de colegiados sociais (conselhos do município) como forma de levar ao conhecimento nossas linhas de atuação com o propósito de estabelecer parcerias e captar recursos; e valorizar iniciativas de integração com a comunidade.

Embora possamos fazer projeções sobre número de Programas e Projetos de Extensão existente e a serem desenvolvidos no Campus, sem o entendimento do que significa Extensão Universitária, quais atividades a compõe, qual o seu propósito e como relacionar Ensino, Pesquisa e Extensão, tais projeções perdem o sentido. A evolução da Extensão no Campus Diadema para os próximos cinco anos refletirá a preocupação sobre a melhoria na qualidade da comunicação entre as Câmaras de Ensino, Pesquisa e Extensão, o desafio do estabelecimento real da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, requerida pelo artigo 207 da Constituição Federal de 1988, o estabelecimento de análises de custo, fluxo, viabilidade e sustentabilidade de atividades de extensão e a captação de recursos para a realização destas atividades.

O desafio da implementação dos 10% de atividades de Extensão na matriz curricular dos cursos de graduação, conforme disposto no Plano Nacional de Educação (Meta 12. 7 da Lei 13005, de junho de 2014), talvez represente uma oportunidade única para que as temáticas elencadas no parágrafo anterior possam ser discutidas e esclarecidas junto à comunidade acadêmica, o que poderá de fato dar força à Extensão em nosso Campus. A obrigatoriedade de desenvolver atividades de extensão por todos os alunos de graduação talvez seja a mais relevante projeção para a Extensão no Campus para os próximos cinco anos, com o qual se espera contribuir para a formação de um "profissional-cidadão", ciente das necessidades e anseios da comunidade em que vive e trabalha. Os números, a qualidade e a continuidade dos Programas, Projetos, Eventos, Cursos e demais atividades de Extensão serão consequência deste desafio.

 

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