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Ribeirinhos

Com cerca de 7.000.000 Km², a bacia amazônica é composta pelo maior conjunto de rios da Terra, com grande extensão e capacidade de navegação, resultando em sua grande importância econômica, social e histórica (Moreira, 1960).  No final do século XIX, os primeiros habitantes não índios da região (caboclos), foram buscando terras e ocupando a região das matas ao longo do curso desses rios, e assim, foram surgindo as chamadas comunidades ribeirinhas (Rampazo e Ichikawa, 2013). 

Seus conhecimentos foram desenvolvidos diante dos ecossistemas de várzea e terra firme dos rios amazônicos, onde ocorre intensa variação do nível das águas. Para construírem casas, por exemplo, utilizam madeiras de espécies que suportam ficar submersas na época das cheias, além de fazerem instalações suspensas e/ou flutuantes, onde cultivam seus alimentos e criam os animais (Fraxe et al, 2007). 

Os povos ribeirinhos são considerados comunidades tradicionais devido ao seu modo de vida, baseado no uso e na conservação dos recursos naturais e da biodiversidade do ambiente em que vivem; além de se auto reconhecerem desta maneira, caracterizando um empoderamento sobre seus saberes tradicionais, sua cultura e sua relação com a natureza (POSEY, 1980; Lira e Chaves, 2016).

Referências: 

RAMPAZO, Adriana Vinholi; ICHIKAWA, Elisa Yoshie. Identidades naufragadas: o impacto das organizações na (re)construção do universo simbólico dos ribeirinhos de Salto Santiago. Cad. EBAPE.BR,  Rio de Janeiro ,  v. 11, n. 1, p. 104-127,  Mar.  2013 .   

MOREIRA, Eidorfe. Amazônia: o conceito e a paisagem. Rio de Janeiro: Agência da SPVEA, 1960. (Coleção Araújo Lima). 

LIRA, Talita de Melo; CHAVES, Maria do Perpétuo Socorro Rodrigues. Comunidades ribeirinhas na Amazônia: organização sociocultural e política. Interações (Campo Grande),  Campo Grande ,  v. 17, n. 1, p. 66-76,  Mar.  2016.   

POSEY, D. A. Os Kayapó e a natureza. Ciência Hoje, Rio de Janeiro, v. 2, n. 12, p. 34-41, 1980. 

FRAXE, Therezinha de Jesus Pinto; PEREIRA, Henrique dos Santos; WITKOSKI Antônio Carlos. Comunidades Ribeirinhas Amazônicas: Modos de Vida e Uso dos Recursos Naturais. Socioeco, vol.02, 2007.

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